Mostrando postagens com marcador guerra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador guerra. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Guerras dos Diádocos

Quando Alexandre, o Grande morreu em 10 de junho de 323 A.C., deixou um enorme império que era composto de muitos territórios essencialmente independentes. O império tinha crescido da sua origem na Macedônia e das cidades-estado gregas até à Báctria e partes da Índia (territórios que atualmente fazem parte do Afeganistão, Paquistão e Índia). O império integrava ainda a Trácia, grande parte da Anatólia, o Levante, Egito, Babilônia e Pérsia.
Não havendo qualquer sucessor escolhido, quase imediatamente surgiu uma disputa entre os generais sobre qual deles deveria suceder à frente do império. Na história do Helenismo esse sucessores são chamados Diádocos e essas disputas (entre 322 e 275 A.C.) são as chamadas Guerras dos Diádocos.
Ninguém ganha inteiramente, portanto há uma divisão do império, pode-se destacar as: Dinastia da Macedônica (Grécia); Dinastia dos Ptolemeus (Egito); Dinastia Selêucidas (Oriente Médio: que logo, perdem metade do império para os Persas)). 

Wtf?




Bibliografia:

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Thermidor

Ou Termidor era o décimo-primeiro mês do Calendário Revolucionário Francês, que esteve em vigor na França de 1792 a 1805. Correspondia ao período compreendido entre 19 de julho e 17 de agosto do calendário gregoriano. O nome se deve ao "calor solar e terrestre que incendeia o ar de julho a agosto". 

A Reação Termidoriana, refere-se a 9 de Termidor (27 de Julho de 1794), data em que o "Reino de Terror" teria acabado com Robespierre e seu partido sendo derrubados e guilhotinados pela Convenção. O governo que se segue é mais conservador e buscou a estabilização do país. Consequentemente, o termo veio a ser utilizado por historiadores para se referir a fase durante uma revolução em que o "pêndulo político" passa para as mão de outrem que não as lideranças revolucionárias originárias e parece se inclinar para um estado pré-revolucionário.

WTF?  Lendo a História Econômica da América Latina de Cardoso e Brignoli.



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Mary Stuart (Maria da Escócia)

Seis dias depois do seu nascimento tornou-se Rainha da Escócia já que o seu pai, Jaime V, morreu e era ela a última descendente legítima. Passou a maior parte de sua infância na França enquanto a Escócia era governada por regentes.
Era sobrinha-neta do rei Henrique VIII de Inglaterra, pois a sua avó paterna, Margarida Tudor, era irmã dele. Esse propôs o casamento entre Maria e o seu filho, Príncipe Eduardo, buscando uma união entre os territórios. Em 1º de julho de 1543, quando Maria tinha seis meses de idade, foi assinado o Tratado de Greenwich, que estabelecia que - quando Maria tivesse dez anos de idade - se casaria com Eduardo e iria viver na Inglaterra. Estabelecia também, que os dois países permaneceriam legalmente separados. No entanto, o cardeal Beaton subiu ao poder novamente, e começou a defender a igreja católica e a França, o que enfureceu Henrique, que queria por fim à aliança entre a Escócia e a França. No mesmo ano, Maria foi coroada e pouco depois mercadores escoceses que se dirigiram para França foram presos por Henrique. Revoltas se iniciaram na Escócia e culminaram na rejeição daquele Tratado. Se iniciou uma guerra entre a Escócia e a Inglaterra (1543-1550) para impor o casamento. O rei francês, Henrique II, propôs unir França e Escócia pelo casamento da jovem rainha com o pequeno Delfim de França, Francisco, de três anos de idade - com a promessa de ajuda militar de França.
Após a morte da filha mais velha de Henrique VIII, a rainha Maria I de Inglaterra, em 1558, a coroa passou para a sua meia-irmã, Elizabeth I, o testamento de Henrique VIII excluía os Stuart da sucessão ao trono inglês. No entanto, para muitos católicos, Elizabeth era ilegítima, e Maria Stuart, sendo descendente mais velha da irmã de Henrique VIII, era a rainha de Inglaterra por direito. Henrique II de França, proclamou o seu filho mais velho e a sua cunhada. Quando Henrique morreu, a 10 de julho de 1559, de ferimentos sofridos, Francisco, de 15 anos de idade, tornou-se rei de França. Com base no Tratado de Edimburgo, assinado pelos representantes de Maria, em 1560, a França e a Inglaterra acordaram retirar as tropas da Escócia, e a França reconheceram o direito de Elizabeth governar.
O rei Francisco II morreu em 5 de dezembro de 1560, com uma otite média, Maria retornou a Escócia. Elizabeth sentiu-se ameaçada o que se intensificou quando se deram início às negociações de casamento entre a rainha dos escoceses e um príncipe estrangeiro (Maria almejava aliar-se à Espanha, a maior potência católica). Elizabeth intermediou o casamento de Maria com outro descendente ao trono inglês: Henry Stuart, Lorde Darnley (também neto de Margareth Tudor): O fruto dessa união teria direitos incontestáveis à coroa inglesa. O casamento se sucedeu em 29 de julho de 1565 e em primeiro de janeiro do ano seguinte já era anunciada a gravidez. Porém, a paixão avassaladora que Maria sentiu por aquele rapaz de 19 anos não sobreviveu às primeiras semanas de casamento e quando do nascimento do primeiro filho, o futuro Jaime VI, os sentimentos dela para com ele resumiam-se a indiferença. 
Maria e Conde Bothwell se casaram em 15 de maio, indo de encontro às expectativas de Elizabeth. A raiva de Maria contra o marido aumentou consideravelmente quando ele fora acusado de fazer parte do assassinato do secretário italiano da rainha, David Riccio. Henry Stuart foi assassinado, em 10 de fevereiro de 1567, as suspeitas caíram todas em cima dos supostos amantes. Uma junta de lordes confederados começaram a revolta que resultou na abdicação de Maria de seu trono, em favor do filho de um ano e três meses. No ano seguinte ela foge para a Inglaterra.
Não houve praticamente qualquer conspiração ou atentado contra a vida da rainha inglesa que não envolvesse o nome de Maria Stuart. Em 1586, ao serem descobertas cartas com sua assinatura, que a incriminavam de tramar contra a vida dessa, ela é julgada, declarada culpada e sentenciada à decapitação. 







WTF? Vendo Reign.

Bibliografia

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Tratados de Locarno


Foi um conjunto de 7 tratados dos governos da Alemanha, Bélgica, França, Grã-Bretanha e Itália. Foram negociados em Locarno na Suíça em 16 de outubro de 1925, e assinados em 1 de dezembro de 1925, em Londres. O tratado garantia a inviolabilidade da fronteira ocidental da Alemanha, que os Estados vizinhos França, Alemanha e Bélgica juraram tratar como inviolável. Como signatários do acordo, a Grã-Bretanha e a Itália se comprometeram a ajudar a repelir qualquer agressão armada ao longo da fronteira. A Renânia, como parte da Alemanha ocidental ocupada pelas potências vitoriosas dos Aliados após a Primeira Guerra Mundial, foi permanentemente desmilitarizada e as forças ocupantes foram retiradas. O acordo viria a ser implementado apenas quando a Alemanha fosse admitida na Liga das Nações com uma cadeira no Conselho, o que ocorreu em 1926. 

Tal acordo faz parte de uma nova política diplomatica da Alemanha (tradicionalmente de uma corrente mais agressiva) que Stresemann fazia baseada na "obediência" ao pacto de Versalhes como forma de presionar os demais signatários a cumprir igualmente sua parte. Em 9 de fevereiro de 1925 ele apresentou um plano de paz em que a Alemanha fazia concessões territoriais à França e à Bélgica. Esse foi englobado no Tratado de Locarno, assinado alguns meses mais tarde.

Nenhum comprometimento militar ou planejamento de defesa para os territórios envolvidos foi, contudo, feito. Nos termos do tratado principal, os signatários ofereciam garantias de que a Alemanha não seria reocupada pelos Aliados e, em troca, essa aceitava manter desmilitarizada a área da Renânia - o que já era previsto no Tratado de Versalhes. O governo alemão, porém, recusou-se a negociar um "Locarno no Leste", deixando claro que estava descontente com a então configuração das fronteiras orientais.
Locarno marcaria o fim do período de guerra e o início de uma nova e esperançosa era de paz e cooperação na Europa, mas essa era não sobreviveu à crise econômica e política dos anos 1930 e a ascensão do nacional-socialismo. Em 1936, Adolf Hitler denunciou o Pacto de Locarno e enviou tropas alemãs de volta à Renânia.

Stresemann



Wtf? Diplomacia do H. Kissinger

Bibliografia: 
http://www.wdl.org/pt/item/11586/ (contém o tratado na integra)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratados_de_Locarno
http://www.dw.de/1925-ministro-alem%C3%A3o-stresemann-apresenta-pacto-de-seguran%C3%A7a/a-300254

P.S.: Leia o material de apoio: http://www.editorasaraiva.com.br/produto/universitario/relacoes-internacionais/diplomacia/

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Irish Republican Army (IRA)


No século XII começou a conquista inglesa do território irlandês pelo rei Henrique II com o objetivo de aumentar seu poder, uma vez que, a nobreza irlandesa tornava-se vassala do rei e conseqüentemente passava a lhe dever benefícios. Esse domínio contudo, retraiu-se nos séculos XIV e XV, período de crise decorrente da Guerra dos Cem Anos (1337 - 1453); e da Guerra das Duas Rosas (1455 - 85). Com a Dinastia Tudor, o poder centralizou-se, uma característica a se destacar foi a intolerância religiosa. A manutenção do catolicismo por parte dos irlandeses tornou-se uma forma de contestar o domínio inglês. A situação de exploração e miséria, e de imposições político-religiosas determinou o início de uma grande rebelião em 1641, violentamente reprimida pelas tropas de Oliver Cromwell, quando então, a maior parte das terras passaram para a mão dos ingleses. Após a derrota os irlandeses voltaram a viver um período de miséria e de perseguições, responsável pelo desenvolvimento de um maior sentimento nacionalista e católico, uma vez que a repressão inglesa passou a estar associada à religião "protestante".  Em 1829, um movimento nacionalista e popular conquistou alguns direitos políticos e civis para os católicos, que poderiam ocupar a maior parte dos cargos públicos, apesar da manutenção do voto censitário. Entre 1847-48 o país foi assolado pela fome e por uma epidemia de tifo, responsáveis pela morte de aproximadamente 800.000 pessoas.
Em 1905 foi fundado o Sinn Féin (nós sozinhos) importante movimento nacionalista que se propunha a lutar pela soberania da Irlanda de forma legal e que, com grande apoio popular, elegeu em 1918 a maioria dos deputados irlandeses ao Parlamento Britânico. Ele proclamou unilateralmente a independência da Irlanda, provocando a reação inglesa e de grupos protestantes. Depois de dois anos de conflitos, em 6 de dezembro de 1921, foi assinado um tratado pelo qual a Irlanda ( com exceção do Ulster) tornou-se um Estado independente, porém considerado ainda como domínio da coroa inglesa. A independência completa foi obtida a partir da Constituição de 1937, quando a Irlanda passou a denominar-se EIRE, desvinculando-se completamente da monarquia britânica; porém essa situação somente foi reconhecida pela Inglaterra em 1949, que concedeu autonomia ao Ulster, que passou a denominar-se Irlanda do Norte.
Em 1968, tropas britânicas intervieram isolando os bairros católicos com arame farpado, os irlandeses chamam tal evento de "The Troubles" (os problemas). Após a divisão do território, católicos republicanos "exilados" no norte reivindicaram o legado do antigo IRA, tendo como principal bandeira a independência da Irlanda do Norte. Após o Bloody Sunday, no dia 21 de julho de 1972, o IRA lançou uma dura ofensiva explodindo 22 bombas em Belfast, matando 9 e deixando 130 feridos (Bloody Friday).Em resposta, o governo norte-irlandês adotou medidas drásticas em relação à população católica, invadindo seus bairros em busca dos paramilitares, promovendo prisões arbitrárias, muitas vezes seguidas de interrogatórios com emprego de tortura.
As negociações de paz iniciadas em 1990 fizeram com que o IRA anunciasse a deposição de armas em 1998. Contudo, a resistência de alguns integrantes dificultou essa desistência que só aconteceu em 2005. Desde então, os ex-combatentes do IRA tem atuado junto ao partido Sinn Féin ("Nós Mesmos"). 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Gustav Stresemann

"History uses a unit of measure for time that is different from that of the lifespan of the individual, whereas man is only too ready to measure the evolution of history by his own yardstick."




Eleito como liberal-nacionalista em 1907 ao Reichstag (parlamento), se interessou primeiramente em economia política e tornou-se um conhecido escritor de economia e expert em casos municipais . Defendeu energeticamente os interesses da classe média e, como muitos alemães enfrentou com entusiasmo o inicio da 1ª Guerra Mundial por acreditar que era apenas defensiva.
Antes de Streseman a Alemanha tentara uma política de resistência as medidas pós-guerra. Diferentemente dos nacionalistas contudo, ele via que apesar do Tratado de Versalhes, era preciso ajuda britânica e francesa para que o país se livrasse das medidas mais onerosas e conseguisse se reconstruir.

Wtf?  Título do Capítulo 11 do livro Diplomacia de Henry Kissinger


Bibliografia:
http://www.britannica.com/EBchecked/topic/568867/Gustav-Stresemann/6934/Policies-during-World-War-I
http://www.brainyquote.com/

terça-feira, 24 de junho de 2014

Cáucaso


É uma região da Europa oriental e da Ásia ocidental, entre o mar Negro e o mar Cáspio. Marca uma das fronteiras entre a Europa e a Ásia, fazendo com que alguns de seus países sejam considerados transcontinentais. As montanhas do Cáucaso formam uma cadeia relativamente jovem e instável, com terremotos freqüentes. O Monte Elbrus, com 5633 m, no lado da Rússia, é o mais alto da Europa e o quinto maior do mundo.
Ponto de contato entre as civilizações bizantina e árabe durante a Idade Média, o Cáucaso caiu sob administração dos turcos no século XI, e, no século XIII, sofreu as invasões mongóis. Após a tomada de Constantinopla em 1453, a região ficou isolada do mundo cristão e passou ao controle otomano. A penetração russa no Cáucaso começou na mesma época, mas tornou-se efetiva somente no final do século XVIII, a dura resistência das tribos dali teve fim somente em 1859.  Os territórios caucasianos, onde haviam sido criadas em 1917 repúblicas socialistas, foi palco de uma vasta ofensiva alemã, cujo objetivo era o controle dos campos petrolíferos de Baku. Do fim da Segunda Guerra Mundial ao desmantelamento da URSS os países do Cáucaso seguiram a história dessa.
Existem hoje ali, várias regiões com grupos separatistas como o Daguestão (A maior república do Cáucaso russo de maioria muçulmana, foi cenário de incursões de rebeldes chechenos que causaram centenas de mortos. Moscou respondeu com uma vasta ofensiva militar); a Chechênia (proclamou sua independência um pouco antes da queda da URSS,  em 1994 a Rússia empreendeu uma operação militar ali , o acordo de Jasiaviurt congelou o problema do status dela); a Inguchétia (uma das repúblicas mais pobres da Rússia que, ligados ao chechenos, foram deportados em 1944 por Stalin "por colaboracionismo" com a Alemanha nazista. Permaneceu à margem do conflito checheno); a Ossétia do Norte; a Ossétia do Sul ( em 1992, se pronunciaram em referendo por sua independência da Rússia e união à Ossétia do Norte); a Abkházia (também em 1992 proclamou independência, um ano de guerra entre separatistas e forças georgianas, que acabou na vitória dos abkházio. A manutenção da paz na zona está a cargo de soldados russos; e Nagorno Karabakh ( foi cenário de um conflito sangrento no início dos anos 1990 quando a União Soviética se desintegrou.O encrave permanece desde o cessar-fogo de 1994 sob controle dos armênios.).



Wtf? Lendo O prisioneiro do Cáucaso do Tolstói.

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1ucaso