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sábado, 20 de dezembro de 2014

Sylvia Plath

Nasceu em 1932 em Boston. Era filha de Aurelia Schober e Otto Plath, Em 1940, aos 8 anos perdeu seu pai para diabetes. Ele teria sido extremamente rígido e autoritário, conforme ela retrata em seu poema "Daddy":
I never could talk to you.  (Eu nunca podia falar com você)
The tongue stuck in my jaw. (A língua presa dentro da minha garganta) 

 It stuck in a barb wire snare.  (Ela ficou presa em uma cilada de arame farpado)
Ich, ich, ich, ich, 
I could hardly speak.  (Eu mal podia falar)
I thought every German was you. (Achei que todo Alemão era você)
And the language obscene (E a linguagem obscena)

 An engine, an engine (Um motor, um motor)
 Chuffing me off like a Jew.  (Mexendo / Me deixando exausta como um Judeu)
A Jew to Dachau, Auschwitz, Belsen.  (Um Judeu para Dachau, Auschwitz, Belsen)
I began to talk like a Jew.  (Eu comecei a falar como um Judeu)
I think I may well be a Jew. (Eu acho que eu posso até ser um Judeu)

Já com 11 anos ela mantinha um jornal de poemas e os publicava em revistas e jornais regionais. Sua primeira publicação nacional veio logo após a graduação no Ensino Médio, em 1950. No mesmo ano ela se matriculou no Smith College. Apesar de uma depressão e tentativa de suicídio em 1953, ela se graduou 2 anos mais tarde. Após a graduação ela se mudou para Cambridge, onde conseguira uma bolsa de estudos. Em 1956, conheceu o poeta Ted Hughes, com quem se casou ainda em 1956.

Publicou sua primeira coleção de poemas em 1960, na Inglaterra, e lá também teve dois filhos: Frieda (1960) e Nicholas (1962).

Em 1962 Ted Hughes deixa sua esposa por Assia Gutmann Wevill. Logo após, Plath publica o que viria a ser seu mais famoso livro: Ariel. Em 1963, ela publica uma novela semi-biográfica: The Bell Jar, sob o pseudônimo de Victoria Lucas.
Em 1963, Dr. John Horder - um vizinho e amigo de Plath - a receita antidepressivos, ele passou a visita-la diariamente e a fez contratar uma enfermeira. Essa, chegou a casa da autora as 9 horas da manhã de 11 de fevereiro e a encontrou morta: ela se envenenara durante a madrugada com dióxido de carbono, colocando sua cabeça no forno, e selara esse cômodo daqueles em que as crianças encontravam-se dormindo.
Apenas Colossus foi publicado com ela ainda viva, contudo a autora chegou inclusive a ganhar o prêmio Pulitzer de 1982 por sua Coleção de poemas (foi a primeira poeta a receber tal prêmio pós-morte).

WTF? Lendo The Bell Jar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Barrington Moore

"Nesse momento, o império que vocês matêm é uma tirania; pode parecer errado agarrá-lo firmemente, mas será perigoso soltá-lo"



Foi um sociólogo político dos EUA famoso por sua obra "Social Origins of Dictatorship and Democracy: Lord and Peasant in the Making of the Modern World" de 1966. Nela ele compara a modernização da Grã-Bretanha, França, EUA, China, Japão, Rússia, Alemanha e Índia.

Ele estabelece três possíveis "rotas" para a transição de um país agrário pré-industrial em um país "moderno": a democracia liberal, o fascismo e o comunismo. Essas derivam-se do tempo em que a industrialização ocorreu e qual a estrutura social durante essa transição. Ele faz um estudo sobre as condições para o estabelecimento de um regime democrático, fascista ou comunista. Destaca-se em sua conclusão que os regimes democráticos se formariam precedidos por um processo violento e revolucionário.



WTF? Estados e Moerdas no Desenvolvimento das Nações de Fiori e Braga.

Bibliografia:

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Mary Stuart (Maria da Escócia)

Seis dias depois do seu nascimento tornou-se Rainha da Escócia já que o seu pai, Jaime V, morreu e era ela a última descendente legítima. Passou a maior parte de sua infância na França enquanto a Escócia era governada por regentes.
Era sobrinha-neta do rei Henrique VIII de Inglaterra, pois a sua avó paterna, Margarida Tudor, era irmã dele. Esse propôs o casamento entre Maria e o seu filho, Príncipe Eduardo, buscando uma união entre os territórios. Em 1º de julho de 1543, quando Maria tinha seis meses de idade, foi assinado o Tratado de Greenwich, que estabelecia que - quando Maria tivesse dez anos de idade - se casaria com Eduardo e iria viver na Inglaterra. Estabelecia também, que os dois países permaneceriam legalmente separados. No entanto, o cardeal Beaton subiu ao poder novamente, e começou a defender a igreja católica e a França, o que enfureceu Henrique, que queria por fim à aliança entre a Escócia e a França. No mesmo ano, Maria foi coroada e pouco depois mercadores escoceses que se dirigiram para França foram presos por Henrique. Revoltas se iniciaram na Escócia e culminaram na rejeição daquele Tratado. Se iniciou uma guerra entre a Escócia e a Inglaterra (1543-1550) para impor o casamento. O rei francês, Henrique II, propôs unir França e Escócia pelo casamento da jovem rainha com o pequeno Delfim de França, Francisco, de três anos de idade - com a promessa de ajuda militar de França.
Após a morte da filha mais velha de Henrique VIII, a rainha Maria I de Inglaterra, em 1558, a coroa passou para a sua meia-irmã, Elizabeth I, o testamento de Henrique VIII excluía os Stuart da sucessão ao trono inglês. No entanto, para muitos católicos, Elizabeth era ilegítima, e Maria Stuart, sendo descendente mais velha da irmã de Henrique VIII, era a rainha de Inglaterra por direito. Henrique II de França, proclamou o seu filho mais velho e a sua cunhada. Quando Henrique morreu, a 10 de julho de 1559, de ferimentos sofridos, Francisco, de 15 anos de idade, tornou-se rei de França. Com base no Tratado de Edimburgo, assinado pelos representantes de Maria, em 1560, a França e a Inglaterra acordaram retirar as tropas da Escócia, e a França reconheceram o direito de Elizabeth governar.
O rei Francisco II morreu em 5 de dezembro de 1560, com uma otite média, Maria retornou a Escócia. Elizabeth sentiu-se ameaçada o que se intensificou quando se deram início às negociações de casamento entre a rainha dos escoceses e um príncipe estrangeiro (Maria almejava aliar-se à Espanha, a maior potência católica). Elizabeth intermediou o casamento de Maria com outro descendente ao trono inglês: Henry Stuart, Lorde Darnley (também neto de Margareth Tudor): O fruto dessa união teria direitos incontestáveis à coroa inglesa. O casamento se sucedeu em 29 de julho de 1565 e em primeiro de janeiro do ano seguinte já era anunciada a gravidez. Porém, a paixão avassaladora que Maria sentiu por aquele rapaz de 19 anos não sobreviveu às primeiras semanas de casamento e quando do nascimento do primeiro filho, o futuro Jaime VI, os sentimentos dela para com ele resumiam-se a indiferença. 
Maria e Conde Bothwell se casaram em 15 de maio, indo de encontro às expectativas de Elizabeth. A raiva de Maria contra o marido aumentou consideravelmente quando ele fora acusado de fazer parte do assassinato do secretário italiano da rainha, David Riccio. Henry Stuart foi assassinado, em 10 de fevereiro de 1567, as suspeitas caíram todas em cima dos supostos amantes. Uma junta de lordes confederados começaram a revolta que resultou na abdicação de Maria de seu trono, em favor do filho de um ano e três meses. No ano seguinte ela foge para a Inglaterra.
Não houve praticamente qualquer conspiração ou atentado contra a vida da rainha inglesa que não envolvesse o nome de Maria Stuart. Em 1586, ao serem descobertas cartas com sua assinatura, que a incriminavam de tramar contra a vida dessa, ela é julgada, declarada culpada e sentenciada à decapitação. 







WTF? Vendo Reign.

Bibliografia