quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

(I) Maturidade

Você estudou na melhor escola, com os melhores professores e foi a representante de classe. Teve as melhores oportunidades, graças aos seus incríveis pais. Você sabia disso e aproveitou-se, batalhando para aproveitar ao máximo elas em todos os segundos. Deixou eles orgulhosos. Não é que vocês nunca discordaram, é só que essas discordâncias eram pequenas demais para você se dar ao trabalho de se impor. E, pra dizer a verdade, você queria seguir os passos deles.
Daí, você se cansa.
Não foi um evento, não foi uma pessoa, não foi uma coisa grande, foi só você que - de uma hora pra outra - resolveu seguir outro caminho. O problema é que você não sabe qual. Então você passa a gritar, bater o pé e se impor, mas depois muda de ideia porque - afinal - esse caminho não existe. Tu se jogas e decidi ser emotiva, porém, no outro dia acorda e se sente um perfeito INTJ. Então, finalmente, você consegue formar as dolorosas palavras: "Eu não sei quem eu sou".
A verdade é que eu não quero saber quem eu sou. Hoje, eu só quero me impor: quero tomar minhas decisões (que, em meia hora, chamarei de erros). Não é que eu deixei de ser a garota certinha da sala, é só que - por alguns momentos - eu também sou a maluca que se embebeda e decide não estudar porque lembrou de quando o melhor amigo de infância dela resolveu não estar mais lá.
Sabe o pior? Depois de um tempo você passa a gostar
desse não saber, dessa vida sem rumo, e é exatamente nesse momento em que alguém vai fazer você querer guiar seu rumo pra junto dele.
Daí, fudeu.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Kofi A. Annan

Diplomata Ganense formado nos EUA em economia e pós-graduado no Institut Universitaire des Hautes Études Internationales e no MIT. Ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2001 e foi o primeiro africano negro a ocupar o argo de secretário-geral da ONU (1997 - 2006). Nesse cargo focou-se na reforma do desenvolvimento e manutenção da paz e segurança, dos direitos humanos, a equalidade, tolerância e dignidade humana. Buscou também revitalizar a confiança pública na organização ao buscar novos parceiros. Lutou contra o terrorismo e pelo combate a HIV e AIDS. Entre as crises que enfrentou encontra-se o 11 de Setembro, o Tsunami de 2004, as "guerras contra o terrorismo" no Afeganistão e no Iraque.
Seu pai foi considerado um excêntrico por ter um alto cargo político e ainda sim nomear seus filhos com nomes africanos. Na tradição de Akan, algumas crianças são nomeadas de acordo com o dia da semana em que elas nasceram, Kofi em Akan corresponde a Sexta-Feira.
Ingressou na ONU em 1962 na Organização Mundial de Saúde. O Genocídio em Ruanda ocorreu em 1994 enquanto Annan dirigia a Operações de Manutenção da Paz. Em 2004, dez anos depois do genocídio em que um número estimado de 800.000 pessoas foram assassinadas, Annan disse: "Eu poderia e deveria ter feito mais para soar o alarme e reunir apoio." De 23 de Fevereiro à 31 de Agosto de 2012 trabalhou para a ONU na liga árabe representando a Síria e buscando resolver o conflito local. Desistiu do cargo ao se frustar com a falta de progresso da Organização nesse conflito.




Wtf? Lendo Intervenções de Kofi Annan

Bibliografia: http://en.wikipedia.org/wiki/Kofi_Annan

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Dissonância Cognitiva

Criada por Leon Festinger e Carl Smith em 1959, defende a ideia de que as pessoas são geralmente auto-motivadas no sentido de reduzir a incoerência de ideias mediante a alteração das suas percepções, ao mesmo tempo que criam outras cognições para cimentar o seu sistema de crenças – ou, em alternativa, reduzindo a importância que se dá aos elementos ideológicos dissonantes e incoerentes que podem perturbar o seu sistema de crenças.

Quando as pessoas pretendem que as suas expectativas se tornem reais, exigem que a realidade se adeqúe àquilo que elas pensam que deveria ser, no sentido de encontrarem um senso de equilíbrio. Mas quando a realidade não se adequa àquilo que essas pessoas pensam que deveria ser, então elas entram em dissonância cognitiva e numa sensação de desconforto e de mal-estar. Para obviar a esta situação, essas pessoas tentarão sempre evitar situações ou fontes de informação que dêem azo a sentimentos de desconforto e, por isso, de dissonância cognitiva.



Nietzsche aprofunda o tema com a transvaloração: entende o processo pelo qual a dissonância cognitiva passa para a história, o modo pelo qual os valores vão mudando ao longo do tempo. Nos primeiros choques, a consciência rejeitaria as contradições de seus "princípios" assentados em convicções. Depois, o indivíduo começa a envergonhar-se de suas evidências, e por fim a admitir o que antes seria impossível.

Wtf? Lendo  "Decifrar Pessoas" de Jo-Ellan

Bibliografia:

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Guerras dos Diádocos

Quando Alexandre, o Grande morreu em 10 de junho de 323 A.C., deixou um enorme império que era composto de muitos territórios essencialmente independentes. O império tinha crescido da sua origem na Macedônia e das cidades-estado gregas até à Báctria e partes da Índia (territórios que atualmente fazem parte do Afeganistão, Paquistão e Índia). O império integrava ainda a Trácia, grande parte da Anatólia, o Levante, Egito, Babilônia e Pérsia.
Não havendo qualquer sucessor escolhido, quase imediatamente surgiu uma disputa entre os generais sobre qual deles deveria suceder à frente do império. Na história do Helenismo esse sucessores são chamados Diádocos e essas disputas (entre 322 e 275 A.C.) são as chamadas Guerras dos Diádocos.
Ninguém ganha inteiramente, portanto há uma divisão do império, pode-se destacar as: Dinastia da Macedônica (Grécia); Dinastia dos Ptolemeus (Egito); Dinastia Selêucidas (Oriente Médio: que logo, perdem metade do império para os Persas)). 

Wtf?




Bibliografia: