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terça-feira, 26 de julho de 2016

Business Judgment Rule

É uma presunção legal criada por cortes estadunidenses (caso de destaque: Smith vs. Van Gorkom) que busca proteger a discricionariedade decisória de administradores de empresas se bem intencionados. Com ela, os administradores se eximem do dever da responsabilização por eventuais prejuízos gerados à companhia. No contexto daquele país, foi criada na ideia de que a má administração deve ser combatida pelo próprio mercado e em um ambiente de competição tributária e legislativa entre os Estados Federativos que buscam atrair mais empresas com legislações mais atrativas.

No Brasil, a doutrina majoritária (Carvalhosa, Eizirik, Lucena, etc.) diz que tal foi recepcionada por nosso direito pelo 159, §6º da lei 6.404/76. Para que seja aplicada, faz-se necessário a existência de:

(i) Decisão informada: Os administradores se baseiam nas informações razoavelmente necessárias para tomá-la. Podem utilizar, como informações, análises e memorandos dos diretores e outros funcionários, bem como de terceiros contratados;
(ii) Decisão refletida: Tomada depois da análise das diferentes alternativas ou possíveis consequências ou, ainda, em cotejo com a documentação que fundamenta o negócio. Pode ser considerada refletida, inclusive quando o administrador tenha racionalment decidido não analisar esse negócio;
(iii) Decisão desinteressada: Aquela que não resulta em benefício pecuniário ao administrador ou para instituições e empresas ligadas a ele. 

Para que tal regra seja afastada e uma possível responsabilização dos administradores ocorra, portanto, faz-se necessário que o demandante demonstre a violação aos deveres fiduciários de diligência (duty of care) e lealdade (duty of loyalty). Isso pode ocorrer, por exemplo, pela existência de conflito de interesses (um dúplice e antagônico interesse: é interessante para a companhia X e é interessante ao administrador y).

WTF? Competição

Biliografia:



sábado, 21 de fevereiro de 2015

Kofi A. Annan

Diplomata Ganense formado nos EUA em economia e pós-graduado no Institut Universitaire des Hautes Études Internationales e no MIT. Ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2001 e foi o primeiro africano negro a ocupar o argo de secretário-geral da ONU (1997 - 2006). Nesse cargo focou-se na reforma do desenvolvimento e manutenção da paz e segurança, dos direitos humanos, a equalidade, tolerância e dignidade humana. Buscou também revitalizar a confiança pública na organização ao buscar novos parceiros. Lutou contra o terrorismo e pelo combate a HIV e AIDS. Entre as crises que enfrentou encontra-se o 11 de Setembro, o Tsunami de 2004, as "guerras contra o terrorismo" no Afeganistão e no Iraque.
Seu pai foi considerado um excêntrico por ter um alto cargo político e ainda sim nomear seus filhos com nomes africanos. Na tradição de Akan, algumas crianças são nomeadas de acordo com o dia da semana em que elas nasceram, Kofi em Akan corresponde a Sexta-Feira.
Ingressou na ONU em 1962 na Organização Mundial de Saúde. O Genocídio em Ruanda ocorreu em 1994 enquanto Annan dirigia a Operações de Manutenção da Paz. Em 2004, dez anos depois do genocídio em que um número estimado de 800.000 pessoas foram assassinadas, Annan disse: "Eu poderia e deveria ter feito mais para soar o alarme e reunir apoio." De 23 de Fevereiro à 31 de Agosto de 2012 trabalhou para a ONU na liga árabe representando a Síria e buscando resolver o conflito local. Desistiu do cargo ao se frustar com a falta de progresso da Organização nesse conflito.




Wtf? Lendo Intervenções de Kofi Annan

Bibliografia: http://en.wikipedia.org/wiki/Kofi_Annan

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Barrington Moore

"Nesse momento, o império que vocês matêm é uma tirania; pode parecer errado agarrá-lo firmemente, mas será perigoso soltá-lo"



Foi um sociólogo político dos EUA famoso por sua obra "Social Origins of Dictatorship and Democracy: Lord and Peasant in the Making of the Modern World" de 1966. Nela ele compara a modernização da Grã-Bretanha, França, EUA, China, Japão, Rússia, Alemanha e Índia.

Ele estabelece três possíveis "rotas" para a transição de um país agrário pré-industrial em um país "moderno": a democracia liberal, o fascismo e o comunismo. Essas derivam-se do tempo em que a industrialização ocorreu e qual a estrutura social durante essa transição. Ele faz um estudo sobre as condições para o estabelecimento de um regime democrático, fascista ou comunista. Destaca-se em sua conclusão que os regimes democráticos se formariam precedidos por um processo violento e revolucionário.



WTF? Estados e Moerdas no Desenvolvimento das Nações de Fiori e Braga.

Bibliografia:

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Irish Republican Army (IRA)


No século XII começou a conquista inglesa do território irlandês pelo rei Henrique II com o objetivo de aumentar seu poder, uma vez que, a nobreza irlandesa tornava-se vassala do rei e conseqüentemente passava a lhe dever benefícios. Esse domínio contudo, retraiu-se nos séculos XIV e XV, período de crise decorrente da Guerra dos Cem Anos (1337 - 1453); e da Guerra das Duas Rosas (1455 - 85). Com a Dinastia Tudor, o poder centralizou-se, uma característica a se destacar foi a intolerância religiosa. A manutenção do catolicismo por parte dos irlandeses tornou-se uma forma de contestar o domínio inglês. A situação de exploração e miséria, e de imposições político-religiosas determinou o início de uma grande rebelião em 1641, violentamente reprimida pelas tropas de Oliver Cromwell, quando então, a maior parte das terras passaram para a mão dos ingleses. Após a derrota os irlandeses voltaram a viver um período de miséria e de perseguições, responsável pelo desenvolvimento de um maior sentimento nacionalista e católico, uma vez que a repressão inglesa passou a estar associada à religião "protestante".  Em 1829, um movimento nacionalista e popular conquistou alguns direitos políticos e civis para os católicos, que poderiam ocupar a maior parte dos cargos públicos, apesar da manutenção do voto censitário. Entre 1847-48 o país foi assolado pela fome e por uma epidemia de tifo, responsáveis pela morte de aproximadamente 800.000 pessoas.
Em 1905 foi fundado o Sinn Féin (nós sozinhos) importante movimento nacionalista que se propunha a lutar pela soberania da Irlanda de forma legal e que, com grande apoio popular, elegeu em 1918 a maioria dos deputados irlandeses ao Parlamento Britânico. Ele proclamou unilateralmente a independência da Irlanda, provocando a reação inglesa e de grupos protestantes. Depois de dois anos de conflitos, em 6 de dezembro de 1921, foi assinado um tratado pelo qual a Irlanda ( com exceção do Ulster) tornou-se um Estado independente, porém considerado ainda como domínio da coroa inglesa. A independência completa foi obtida a partir da Constituição de 1937, quando a Irlanda passou a denominar-se EIRE, desvinculando-se completamente da monarquia britânica; porém essa situação somente foi reconhecida pela Inglaterra em 1949, que concedeu autonomia ao Ulster, que passou a denominar-se Irlanda do Norte.
Em 1968, tropas britânicas intervieram isolando os bairros católicos com arame farpado, os irlandeses chamam tal evento de "The Troubles" (os problemas). Após a divisão do território, católicos republicanos "exilados" no norte reivindicaram o legado do antigo IRA, tendo como principal bandeira a independência da Irlanda do Norte. Após o Bloody Sunday, no dia 21 de julho de 1972, o IRA lançou uma dura ofensiva explodindo 22 bombas em Belfast, matando 9 e deixando 130 feridos (Bloody Friday).Em resposta, o governo norte-irlandês adotou medidas drásticas em relação à população católica, invadindo seus bairros em busca dos paramilitares, promovendo prisões arbitrárias, muitas vezes seguidas de interrogatórios com emprego de tortura.
As negociações de paz iniciadas em 1990 fizeram com que o IRA anunciasse a deposição de armas em 1998. Contudo, a resistência de alguns integrantes dificultou essa desistência que só aconteceu em 2005. Desde então, os ex-combatentes do IRA tem atuado junto ao partido Sinn Féin ("Nós Mesmos")

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Gustav Stresemann

"History uses a unit of measure for time that is different from that of the lifespan of the individual, whereas man is only too ready to measure the evolution of history by his own yardstick."




Eleito como liberal-nacionalista em 1907 ao Reichstag (parlamento), se interessou primeiramente em economia política e tornou-se um conhecido escritor de economia e expert em casos municipais . Defendeu energeticamente os interesses da classe média e, como muitos alemães enfrentou com entusiasmo o inicio da 1ª Guerra Mundial por acreditar que era apenas defensiva.
Antes de Streseman a Alemanha tentara uma política de resistência as medidas pós-guerra. Diferentemente dos nacionalistas contudo, ele via que apesar do Tratado de Versalhes, era preciso ajuda britânica e francesa para que o país se livrasse das medidas mais onerosas e conseguisse se reconstruir.

Wtf?  Título do Capítulo 11 do livro Diplomacia de Henry Kissinger


Bibliografia:
http://www.britannica.com/EBchecked/topic/568867/Gustav-Stresemann/6934/Policies-during-World-War-I
http://www.brainyquote.com/

terça-feira, 25 de março de 2014

Direito Japonês

Até a era de Meiji (1868) vigia no Japão um código de honra, puramente costumeiro, que determinava todos os comportamentos e condutas, as "giris".  A ocidentalização do Direito japonês inicia-se nessa era com tratados comerciais considerados "humilhações nacionais". Não haviam juristas no país, logo estrangeiros como o francês Gustave Emíle Boissonade de Fontarabie, foram contratados. Tal jurista é responsável pela promulgação dos primeiros códigos japoneses modernos em 1882.O modelo normativo japonês contemporâneo é indicativo de forte ligação com o modelo econômico, instrumentalizando a maximização da riqueza. A posição da economia japonesa na ordem internacional contemporânea é comprovante inegável da assertiva.
O Imperador é o símbolo do Estado e da unidade de todo o povo japonês. É na vontade popular que se fundamenta seu poder. Conselho e aprovação do gabinete são exigências para a validade de todos os atos do Imperador, sendo o último responsável por decisões que aconselhou e aprovou. O papel do Imperador limita-se ao disposto na constituição japonesa como apontar o Primeiro-Ministro. Mediante conselho e aprovação do gabinete, pode ainda promulgar emendas à constituição, às leis, a ordens ministeriais e a tratados. Quanto as leis, há algumas diferenças notáveis. A constituição prevê explicita e literalmente a renúncia a qualquer forma de guerra (histórico da era Meiji) e ainda permite a servidão e o serviço involuntário quando se tratar de punição por crime.

WTF? Meu professor exagerado de Empresarial falando sobre os sistemas do direito e citando a "feudalidade" persistente do direito trabalhista japonês.

Especificamente quanto ao direito trabalhista

O trabalho é direito e obrigação (art. 27 da Constituição), mas a colocação deve ser condizente com as habilidades individuais (o que deverá ser assegurado pelo governo). Existe um sistema de contratação por longos períodos e o salário é baseado no tempo que você esta vinculado a tal empresa. Em crises, por exemplo, os empregadores tendem a diminuir as horas trabalhadas e não o número de empregados. Garante-se o direito à associação sindical e a lei de normas trabalhistas prevê um minimo de 10 dias de férias, aumentados - por cada ano de trabalho - em um dia podendo chegar no máximo de 20 dias. 

Fonte:

quarta-feira, 19 de março de 2014

Crimes virtuais

Crimes virtuais poder ser delitos impuros (que podem ser cometidos fora do virtual) e os delitos puros (que só podem ser concebidos em face de um sistema informático). O maior problema é encontrar a correta tipicidade dos últimos.
Há legislações específicas como a Lei n. 9.296 – que trata das interceptações de comunicação – e a Lei n. 9.609 – que dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programas de computador. Em sua falta, a jurisprudência vê a internet como um novo meio de comunicação e, via de regra, qualquer crime de informação previsto que não distingua o meio, poderá se aplicar à internet.

Especificamente quanto aos crimes contra a honra:
Crimes contra a honra podem ser cometidos por meios comuns: intermédio da palavra escrita ou oral, gestos e meios simbólicos. Quando executadas por meios de informação (imprensa, rádio, televisão) essas condutas ofensivas à honra pessoal encontram tipificação na Lei n. 5.250/67 (Lei de Imprensa) a depender, pois, do meio utilizado para a divulgação da informação criminosa, quer seja por meio comum ou por meio da imprensa, a ação será punida com base no CP ou na Lei 5.250/67.


WTF? Discussão quanto http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2014/03/internauta-chama-pm-de-lerda-na-web-e-pode-ser-processado-em-mg.html    É conduta tipificada com agravante (art.23, II)



Lei n. 5.250/67 (Lei de Imprensa)
Art. 23. As penas cominadas dos arts. 20 a 22 aumentam-se de um têrço, se qualquer dos crimes é cometido:
I - contra o Presidente da República, Presidente do Senado, Presidente da Câmara dos Deputados, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Chefe de Estado ou Govêrno estrangeiro, ou seus representantes diplomáticos;
II - contra funcionário público, em razão de suas funções;
III - contra órgão ou autoridade que exerça função de autoridade pública.

Fonte: