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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Kofi A. Annan

Diplomata Ganense formado nos EUA em economia e pós-graduado no Institut Universitaire des Hautes Études Internationales e no MIT. Ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2001 e foi o primeiro africano negro a ocupar o argo de secretário-geral da ONU (1997 - 2006). Nesse cargo focou-se na reforma do desenvolvimento e manutenção da paz e segurança, dos direitos humanos, a equalidade, tolerância e dignidade humana. Buscou também revitalizar a confiança pública na organização ao buscar novos parceiros. Lutou contra o terrorismo e pelo combate a HIV e AIDS. Entre as crises que enfrentou encontra-se o 11 de Setembro, o Tsunami de 2004, as "guerras contra o terrorismo" no Afeganistão e no Iraque.
Seu pai foi considerado um excêntrico por ter um alto cargo político e ainda sim nomear seus filhos com nomes africanos. Na tradição de Akan, algumas crianças são nomeadas de acordo com o dia da semana em que elas nasceram, Kofi em Akan corresponde a Sexta-Feira.
Ingressou na ONU em 1962 na Organização Mundial de Saúde. O Genocídio em Ruanda ocorreu em 1994 enquanto Annan dirigia a Operações de Manutenção da Paz. Em 2004, dez anos depois do genocídio em que um número estimado de 800.000 pessoas foram assassinadas, Annan disse: "Eu poderia e deveria ter feito mais para soar o alarme e reunir apoio." De 23 de Fevereiro à 31 de Agosto de 2012 trabalhou para a ONU na liga árabe representando a Síria e buscando resolver o conflito local. Desistiu do cargo ao se frustar com a falta de progresso da Organização nesse conflito.




Wtf? Lendo Intervenções de Kofi Annan

Bibliografia: http://en.wikipedia.org/wiki/Kofi_Annan

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Guerras dos Diádocos

Quando Alexandre, o Grande morreu em 10 de junho de 323 A.C., deixou um enorme império que era composto de muitos territórios essencialmente independentes. O império tinha crescido da sua origem na Macedônia e das cidades-estado gregas até à Báctria e partes da Índia (territórios que atualmente fazem parte do Afeganistão, Paquistão e Índia). O império integrava ainda a Trácia, grande parte da Anatólia, o Levante, Egito, Babilônia e Pérsia.
Não havendo qualquer sucessor escolhido, quase imediatamente surgiu uma disputa entre os generais sobre qual deles deveria suceder à frente do império. Na história do Helenismo esse sucessores são chamados Diádocos e essas disputas (entre 322 e 275 A.C.) são as chamadas Guerras dos Diádocos.
Ninguém ganha inteiramente, portanto há uma divisão do império, pode-se destacar as: Dinastia da Macedônica (Grécia); Dinastia dos Ptolemeus (Egito); Dinastia Selêucidas (Oriente Médio: que logo, perdem metade do império para os Persas)). 

Wtf?




Bibliografia:

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Khushal Khan Khattak

Poeta, guerreiro e líder Pashtun. Guiou uma união dos  Pashtuns, encorajando uma revolta contra o Império Mongol, promovendo o nacionalismo através da poesia. É o primeiro a apresentar uma teoria de unificação Afegã dentro de uma cultura anarquista, sendo o poeta nacional do Afeganistão e pai da literatura Pashto. Passou a vida lutando contra o império Mongol e, em busca de restaurar a região enfrentou o imperador Aurangzeb, ganhou em vários eventos, sendo um renomado guerreiro. Além de importante figura histórica, suas opiniões e ideias guiaram um novo desenvolvimento intelectual e ideológico,

Of the Pathans that are famed in the land of Roh,
Now-a-days are the Mohmunds, the Bangash, and the Warrakzais, and the Afridis.
The dogs of the Muhmunds are better than the Bangash,
Though the Mohmunds themselves are a thousand times worse than the dogs.
The Warrakzais are the scavengers of the Afridis,
Though the Afridis, one and all, are but scanvengers themselves.
This is the truth of the best of the dwellers in the land of Pathans,
Of those worse than these who would say that they were men?
No good qualities are there in the Pathans than are now living:
All that were of any worth are imprisoned in the grave.
This indeed is apparent to all who know them.
He of whom the Moghuls say, "He is loyal to us",
God forbid the shame of such should be concealed!
Let the Pathans drive all thought of honour from their hearts:
For these are ensnared by the baits the Moghuls have put for them.


Pachtuns

A proeza marcial pachtun já era famosa no tempo de Alexandre, o Grande, e os pachtuns foram um dos poucos povos que conseguira conter o imperialismo britânico no século XIX, derrotando por duas vezes as forças expedicionárias enviadas da Índia. Sua participação foi essencial para combater a invasão do Afeganistão pela URSS, entre 1979 e 1989. Mais recentemente, formavam o principal grupo étnico dos talibãns, havendo atuado na ascensão e queda daquele movimento. Derrubado o regime talibã em finais de 2001, os pachtuns modernos têm se envolvido na reconstrução do Afeganistão e o presidente Hamid Karzai é um dos seus. Mas no Sul do Afeganistão, os talibãns têm reconquistado influência junto das tribos pachtuns. Estima-se a população total de pachtuns em mais de 40 milhões de pessoas.

WTF?
Lendo Eu sou Malala da Malala

Bibliografia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Khushal_Khan_Khattak

Tratados de Locarno


Foi um conjunto de 7 tratados dos governos da Alemanha, Bélgica, França, Grã-Bretanha e Itália. Foram negociados em Locarno na Suíça em 16 de outubro de 1925, e assinados em 1 de dezembro de 1925, em Londres. O tratado garantia a inviolabilidade da fronteira ocidental da Alemanha, que os Estados vizinhos França, Alemanha e Bélgica juraram tratar como inviolável. Como signatários do acordo, a Grã-Bretanha e a Itália se comprometeram a ajudar a repelir qualquer agressão armada ao longo da fronteira. A Renânia, como parte da Alemanha ocidental ocupada pelas potências vitoriosas dos Aliados após a Primeira Guerra Mundial, foi permanentemente desmilitarizada e as forças ocupantes foram retiradas. O acordo viria a ser implementado apenas quando a Alemanha fosse admitida na Liga das Nações com uma cadeira no Conselho, o que ocorreu em 1926. 

Tal acordo faz parte de uma nova política diplomatica da Alemanha (tradicionalmente de uma corrente mais agressiva) que Stresemann fazia baseada na "obediência" ao pacto de Versalhes como forma de presionar os demais signatários a cumprir igualmente sua parte. Em 9 de fevereiro de 1925 ele apresentou um plano de paz em que a Alemanha fazia concessões territoriais à França e à Bélgica. Esse foi englobado no Tratado de Locarno, assinado alguns meses mais tarde.

Nenhum comprometimento militar ou planejamento de defesa para os territórios envolvidos foi, contudo, feito. Nos termos do tratado principal, os signatários ofereciam garantias de que a Alemanha não seria reocupada pelos Aliados e, em troca, essa aceitava manter desmilitarizada a área da Renânia - o que já era previsto no Tratado de Versalhes. O governo alemão, porém, recusou-se a negociar um "Locarno no Leste", deixando claro que estava descontente com a então configuração das fronteiras orientais.
Locarno marcaria o fim do período de guerra e o início de uma nova e esperançosa era de paz e cooperação na Europa, mas essa era não sobreviveu à crise econômica e política dos anos 1930 e a ascensão do nacional-socialismo. Em 1936, Adolf Hitler denunciou o Pacto de Locarno e enviou tropas alemãs de volta à Renânia.

Stresemann



Wtf? Diplomacia do H. Kissinger

Bibliografia: 
http://www.wdl.org/pt/item/11586/ (contém o tratado na integra)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratados_de_Locarno
http://www.dw.de/1925-ministro-alem%C3%A3o-stresemann-apresenta-pacto-de-seguran%C3%A7a/a-300254

P.S.: Leia o material de apoio: http://www.editorasaraiva.com.br/produto/universitario/relacoes-internacionais/diplomacia/

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Irish Republican Army (IRA)


No século XII começou a conquista inglesa do território irlandês pelo rei Henrique II com o objetivo de aumentar seu poder, uma vez que, a nobreza irlandesa tornava-se vassala do rei e conseqüentemente passava a lhe dever benefícios. Esse domínio contudo, retraiu-se nos séculos XIV e XV, período de crise decorrente da Guerra dos Cem Anos (1337 - 1453); e da Guerra das Duas Rosas (1455 - 85). Com a Dinastia Tudor, o poder centralizou-se, uma característica a se destacar foi a intolerância religiosa. A manutenção do catolicismo por parte dos irlandeses tornou-se uma forma de contestar o domínio inglês. A situação de exploração e miséria, e de imposições político-religiosas determinou o início de uma grande rebelião em 1641, violentamente reprimida pelas tropas de Oliver Cromwell, quando então, a maior parte das terras passaram para a mão dos ingleses. Após a derrota os irlandeses voltaram a viver um período de miséria e de perseguições, responsável pelo desenvolvimento de um maior sentimento nacionalista e católico, uma vez que a repressão inglesa passou a estar associada à religião "protestante".  Em 1829, um movimento nacionalista e popular conquistou alguns direitos políticos e civis para os católicos, que poderiam ocupar a maior parte dos cargos públicos, apesar da manutenção do voto censitário. Entre 1847-48 o país foi assolado pela fome e por uma epidemia de tifo, responsáveis pela morte de aproximadamente 800.000 pessoas.
Em 1905 foi fundado o Sinn Féin (nós sozinhos) importante movimento nacionalista que se propunha a lutar pela soberania da Irlanda de forma legal e que, com grande apoio popular, elegeu em 1918 a maioria dos deputados irlandeses ao Parlamento Britânico. Ele proclamou unilateralmente a independência da Irlanda, provocando a reação inglesa e de grupos protestantes. Depois de dois anos de conflitos, em 6 de dezembro de 1921, foi assinado um tratado pelo qual a Irlanda ( com exceção do Ulster) tornou-se um Estado independente, porém considerado ainda como domínio da coroa inglesa. A independência completa foi obtida a partir da Constituição de 1937, quando a Irlanda passou a denominar-se EIRE, desvinculando-se completamente da monarquia britânica; porém essa situação somente foi reconhecida pela Inglaterra em 1949, que concedeu autonomia ao Ulster, que passou a denominar-se Irlanda do Norte.
Em 1968, tropas britânicas intervieram isolando os bairros católicos com arame farpado, os irlandeses chamam tal evento de "The Troubles" (os problemas). Após a divisão do território, católicos republicanos "exilados" no norte reivindicaram o legado do antigo IRA, tendo como principal bandeira a independência da Irlanda do Norte. Após o Bloody Sunday, no dia 21 de julho de 1972, o IRA lançou uma dura ofensiva explodindo 22 bombas em Belfast, matando 9 e deixando 130 feridos (Bloody Friday).Em resposta, o governo norte-irlandês adotou medidas drásticas em relação à população católica, invadindo seus bairros em busca dos paramilitares, promovendo prisões arbitrárias, muitas vezes seguidas de interrogatórios com emprego de tortura.
As negociações de paz iniciadas em 1990 fizeram com que o IRA anunciasse a deposição de armas em 1998. Contudo, a resistência de alguns integrantes dificultou essa desistência que só aconteceu em 2005. Desde então, os ex-combatentes do IRA tem atuado junto ao partido Sinn Féin ("Nós Mesmos")

sexta-feira, 20 de junho de 2014

As Forças Armadas e a Costa Rica

CF Art. 142. "As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem".


Na grande maioria dos países, as forças armadas são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, geralmente sob a autoridade direta do ministro da Defesa ou equivalente e sob autoridade suprema do Chefe de Estado ou de Governo, dependendo do regime político. Destinam-se essencialmente à defesa militar do país, podendo também - se a lei nacional o permitir - colaborar na garantia dos poderes constitucionais e na defesa da lei e da ordem interna. A grande maioria dos países do mundo dispõe de forças armadas com exceção de Andorra, Costa Rica, Haiti, Islândia, Kiribati, Liechtenstein, Mônaco, Nauru, Palau, Panamá, São Marino e Vaticano.

Em 1948, na sequência da anulação da eleição pelo Congresso, os defensores do candidato da oposição Otilio Ulate Branca lançam uma ofensiva armada por considerarem-se os verdadeiros vencedores da eleição. O confronto civil, irrompe entre partidários Ulate, liderados por José Figueres, e o grupo que apoia o ex-presidente Rafael Angel Calderón Guardia. O confronto se estende por algumas semanas, entre março e abril. Partidários de Otilio Ulate expirar e José Figueres Ferrer assumem o controle do que é conhecido como "O Conselho de Administração da Segunda República Foundation", e permanecem no poder há 18 meses. No final deste período, há a entrega de potência Otilio Ulate, considerado o vencedor das eleições anuladas em 1948. Durante o governo da Junta, escreve-se uma nova Constituição, que cria uma autoridade eleitoral independente (Tribunal Superior Eleitoral), responsável por garantir a transparência nas eleições futuras. Além de declarar a abolição do exército, um dos fatos que marcaram a idiossincrasia dos costarriquenhos.

Desde então, a Costa Rica não tem exército, apostas e os instrumentos que o direito internacional oferece para resolver as diferenças entre os países. A abolição do exército permitiu, nos setores de finanças particulares como educação, saúde e acesso à água potável e eletricidade. Desde 1949, as eleições ocorrem regularmente a cada quatro anos, a alternância política é parte dos valores e princípios políticos de Costa Rica. Em 1983, o presidente Luis Alberto Monge declarou neutralidade perpétua da Costa Rica em conflitos armados. Em 1987, depois de sua participação decisiva no processo de paz na América Central, o presidente Oscar Arias Sanchez ganhou o Prêmio Nobel da Paz.

Sony e a Costa Rica

A responsabilidade de comandar o país internamente ficou com a guarda nacional. Um novo corpo policial que passou a estar equipado, armado e com funções estritamente internas e conformou-se em "cumprir os objetivos e ter um efeito dissuatório no caso de novas violações ao território por parte da Nicarágua", como declarou o ministro de Segurança, José María Tijerino.