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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Guerras dos Diádocos

Quando Alexandre, o Grande morreu em 10 de junho de 323 A.C., deixou um enorme império que era composto de muitos territórios essencialmente independentes. O império tinha crescido da sua origem na Macedônia e das cidades-estado gregas até à Báctria e partes da Índia (territórios que atualmente fazem parte do Afeganistão, Paquistão e Índia). O império integrava ainda a Trácia, grande parte da Anatólia, o Levante, Egito, Babilônia e Pérsia.
Não havendo qualquer sucessor escolhido, quase imediatamente surgiu uma disputa entre os generais sobre qual deles deveria suceder à frente do império. Na história do Helenismo esse sucessores são chamados Diádocos e essas disputas (entre 322 e 275 A.C.) são as chamadas Guerras dos Diádocos.
Ninguém ganha inteiramente, portanto há uma divisão do império, pode-se destacar as: Dinastia da Macedônica (Grécia); Dinastia dos Ptolemeus (Egito); Dinastia Selêucidas (Oriente Médio: que logo, perdem metade do império para os Persas)). 

Wtf?




Bibliografia:

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Khushal Khan Khattak

Poeta, guerreiro e líder Pashtun. Guiou uma união dos  Pashtuns, encorajando uma revolta contra o Império Mongol, promovendo o nacionalismo através da poesia. É o primeiro a apresentar uma teoria de unificação Afegã dentro de uma cultura anarquista, sendo o poeta nacional do Afeganistão e pai da literatura Pashto. Passou a vida lutando contra o império Mongol e, em busca de restaurar a região enfrentou o imperador Aurangzeb, ganhou em vários eventos, sendo um renomado guerreiro. Além de importante figura histórica, suas opiniões e ideias guiaram um novo desenvolvimento intelectual e ideológico,

Of the Pathans that are famed in the land of Roh,
Now-a-days are the Mohmunds, the Bangash, and the Warrakzais, and the Afridis.
The dogs of the Muhmunds are better than the Bangash,
Though the Mohmunds themselves are a thousand times worse than the dogs.
The Warrakzais are the scavengers of the Afridis,
Though the Afridis, one and all, are but scanvengers themselves.
This is the truth of the best of the dwellers in the land of Pathans,
Of those worse than these who would say that they were men?
No good qualities are there in the Pathans than are now living:
All that were of any worth are imprisoned in the grave.
This indeed is apparent to all who know them.
He of whom the Moghuls say, "He is loyal to us",
God forbid the shame of such should be concealed!
Let the Pathans drive all thought of honour from their hearts:
For these are ensnared by the baits the Moghuls have put for them.


Pachtuns

A proeza marcial pachtun já era famosa no tempo de Alexandre, o Grande, e os pachtuns foram um dos poucos povos que conseguira conter o imperialismo britânico no século XIX, derrotando por duas vezes as forças expedicionárias enviadas da Índia. Sua participação foi essencial para combater a invasão do Afeganistão pela URSS, entre 1979 e 1989. Mais recentemente, formavam o principal grupo étnico dos talibãns, havendo atuado na ascensão e queda daquele movimento. Derrubado o regime talibã em finais de 2001, os pachtuns modernos têm se envolvido na reconstrução do Afeganistão e o presidente Hamid Karzai é um dos seus. Mas no Sul do Afeganistão, os talibãns têm reconquistado influência junto das tribos pachtuns. Estima-se a população total de pachtuns em mais de 40 milhões de pessoas.

WTF?
Lendo Eu sou Malala da Malala

Bibliografia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Khushal_Khan_Khattak

terça-feira, 24 de junho de 2014

Cáucaso


É uma região da Europa oriental e da Ásia ocidental, entre o mar Negro e o mar Cáspio. Marca uma das fronteiras entre a Europa e a Ásia, fazendo com que alguns de seus países sejam considerados transcontinentais. As montanhas do Cáucaso formam uma cadeia relativamente jovem e instável, com terremotos freqüentes. O Monte Elbrus, com 5633 m, no lado da Rússia, é o mais alto da Europa e o quinto maior do mundo.
Ponto de contato entre as civilizações bizantina e árabe durante a Idade Média, o Cáucaso caiu sob administração dos turcos no século XI, e, no século XIII, sofreu as invasões mongóis. Após a tomada de Constantinopla em 1453, a região ficou isolada do mundo cristão e passou ao controle otomano. A penetração russa no Cáucaso começou na mesma época, mas tornou-se efetiva somente no final do século XVIII, a dura resistência das tribos dali teve fim somente em 1859.  Os territórios caucasianos, onde haviam sido criadas em 1917 repúblicas socialistas, foi palco de uma vasta ofensiva alemã, cujo objetivo era o controle dos campos petrolíferos de Baku. Do fim da Segunda Guerra Mundial ao desmantelamento da URSS os países do Cáucaso seguiram a história dessa.
Existem hoje ali, várias regiões com grupos separatistas como o Daguestão (A maior república do Cáucaso russo de maioria muçulmana, foi cenário de incursões de rebeldes chechenos que causaram centenas de mortos. Moscou respondeu com uma vasta ofensiva militar); a Chechênia (proclamou sua independência um pouco antes da queda da URSS,  em 1994 a Rússia empreendeu uma operação militar ali , o acordo de Jasiaviurt congelou o problema do status dela); a Inguchétia (uma das repúblicas mais pobres da Rússia que, ligados ao chechenos, foram deportados em 1944 por Stalin "por colaboracionismo" com a Alemanha nazista. Permaneceu à margem do conflito checheno); a Ossétia do Norte; a Ossétia do Sul ( em 1992, se pronunciaram em referendo por sua independência da Rússia e união à Ossétia do Norte); a Abkházia (também em 1992 proclamou independência, um ano de guerra entre separatistas e forças georgianas, que acabou na vitória dos abkházio. A manutenção da paz na zona está a cargo de soldados russos; e Nagorno Karabakh ( foi cenário de um conflito sangrento no início dos anos 1990 quando a União Soviética se desintegrou.O encrave permanece desde o cessar-fogo de 1994 sob controle dos armênios.).



Wtf? Lendo O prisioneiro do Cáucaso do Tolstói.

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1ucaso

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Burma, Myanmar ou Birmânia

É um país do sul da Ásia continental que, durante um período de 62 anos foi conquistado e administrado por  britânicos. O ressentimento birmanês com a ocupação desses manteve-se forte e era provocado, particularmente, pelo desrespeito à cultura e tradições, logo o budismo passou a o foco de resistência, e os monges budistas tornaram-se a vanguarda do movimento pela independência. Em 1 de abril de 1937, Myanmar passou a ser um território administrado separadamente da Índia Britânica.


O país tornou-se independente em 1948 com o nome oficial de União da Birmânia, com U Nu como primeiro-ministro. Em 1962 um regime militar cai sobre o país que passou a se chamar União de Myanmar sob o comando de Ne Win. Seu sistema político é hoje mantido sob controle estrito do Conselho de Estado para a Paz e o Desenvolvimento — o governo militar chefiado, desde 1992, pelo General Than Shwe. As forças armadas birmanesas controlam o governo desde que o General Ne Win desfechou o golpe de Estado.
Myanmar continua a enfrentar tensões étnicas. A cultura do país baseia-se no budismo influenciado por elementos locais. As eleições parlamentares de 1990 foram as primeiras em 30 anos, mas tal foi anulada pelo Conselho. Em 1993, o governo militar instituiu uma assembleia constituinte. Em 2008, 92,4% dos 22 milhões de eleitores do país supostamente aprovaram em referendo uma Constituição escrita pelos militares. A nova constituição concede aos militares 25% dos assentos no parlamento, apesar de Thein Sein ainda nominar seus assessores e o governo ainda esta na mão de militares, tal inicia praticas de abertura econômica e reforma política o que levou a uma abertura desse antes isolado país.  



Estima-se que é o terceiro maior produtor de ópio ilícito no mundo, e é uma região conhecida por seu tráfico de pessoas, seja por trabalho forçado ou sexo, talvez por isso possua elevado índice de refugiados que, em sua maioria, se dirigem a Tailândia..A repressão política e os abusos contra os direitos humanos levaram o Conselho de Segurança das Nações Unidas a incluir Myanmar na sua agenda de trabalho.




terça-feira, 25 de março de 2014

Direito Japonês

Até a era de Meiji (1868) vigia no Japão um código de honra, puramente costumeiro, que determinava todos os comportamentos e condutas, as "giris".  A ocidentalização do Direito japonês inicia-se nessa era com tratados comerciais considerados "humilhações nacionais". Não haviam juristas no país, logo estrangeiros como o francês Gustave Emíle Boissonade de Fontarabie, foram contratados. Tal jurista é responsável pela promulgação dos primeiros códigos japoneses modernos em 1882.O modelo normativo japonês contemporâneo é indicativo de forte ligação com o modelo econômico, instrumentalizando a maximização da riqueza. A posição da economia japonesa na ordem internacional contemporânea é comprovante inegável da assertiva.
O Imperador é o símbolo do Estado e da unidade de todo o povo japonês. É na vontade popular que se fundamenta seu poder. Conselho e aprovação do gabinete são exigências para a validade de todos os atos do Imperador, sendo o último responsável por decisões que aconselhou e aprovou. O papel do Imperador limita-se ao disposto na constituição japonesa como apontar o Primeiro-Ministro. Mediante conselho e aprovação do gabinete, pode ainda promulgar emendas à constituição, às leis, a ordens ministeriais e a tratados. Quanto as leis, há algumas diferenças notáveis. A constituição prevê explicita e literalmente a renúncia a qualquer forma de guerra (histórico da era Meiji) e ainda permite a servidão e o serviço involuntário quando se tratar de punição por crime.

WTF? Meu professor exagerado de Empresarial falando sobre os sistemas do direito e citando a "feudalidade" persistente do direito trabalhista japonês.

Especificamente quanto ao direito trabalhista

O trabalho é direito e obrigação (art. 27 da Constituição), mas a colocação deve ser condizente com as habilidades individuais (o que deverá ser assegurado pelo governo). Existe um sistema de contratação por longos períodos e o salário é baseado no tempo que você esta vinculado a tal empresa. Em crises, por exemplo, os empregadores tendem a diminuir as horas trabalhadas e não o número de empregados. Garante-se o direito à associação sindical e a lei de normas trabalhistas prevê um minimo de 10 dias de férias, aumentados - por cada ano de trabalho - em um dia podendo chegar no máximo de 20 dias. 

Fonte: