domingo, 8 de fevereiro de 2015

Dissonância Cognitiva

Criada por Leon Festinger e Carl Smith em 1959, defende a ideia de que as pessoas são geralmente auto-motivadas no sentido de reduzir a incoerência de ideias mediante a alteração das suas percepções, ao mesmo tempo que criam outras cognições para cimentar o seu sistema de crenças – ou, em alternativa, reduzindo a importância que se dá aos elementos ideológicos dissonantes e incoerentes que podem perturbar o seu sistema de crenças.

Quando as pessoas pretendem que as suas expectativas se tornem reais, exigem que a realidade se adeqúe àquilo que elas pensam que deveria ser, no sentido de encontrarem um senso de equilíbrio. Mas quando a realidade não se adequa àquilo que essas pessoas pensam que deveria ser, então elas entram em dissonância cognitiva e numa sensação de desconforto e de mal-estar. Para obviar a esta situação, essas pessoas tentarão sempre evitar situações ou fontes de informação que dêem azo a sentimentos de desconforto e, por isso, de dissonância cognitiva.



Nietzsche aprofunda o tema com a transvaloração: entende o processo pelo qual a dissonância cognitiva passa para a história, o modo pelo qual os valores vão mudando ao longo do tempo. Nos primeiros choques, a consciência rejeitaria as contradições de seus "princípios" assentados em convicções. Depois, o indivíduo começa a envergonhar-se de suas evidências, e por fim a admitir o que antes seria impossível.

Wtf? Lendo  "Decifrar Pessoas" de Jo-Ellan

Bibliografia:

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