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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Dissonância Cognitiva

Criada por Leon Festinger e Carl Smith em 1959, defende a ideia de que as pessoas são geralmente auto-motivadas no sentido de reduzir a incoerência de ideias mediante a alteração das suas percepções, ao mesmo tempo que criam outras cognições para cimentar o seu sistema de crenças – ou, em alternativa, reduzindo a importância que se dá aos elementos ideológicos dissonantes e incoerentes que podem perturbar o seu sistema de crenças.

Quando as pessoas pretendem que as suas expectativas se tornem reais, exigem que a realidade se adeqúe àquilo que elas pensam que deveria ser, no sentido de encontrarem um senso de equilíbrio. Mas quando a realidade não se adequa àquilo que essas pessoas pensam que deveria ser, então elas entram em dissonância cognitiva e numa sensação de desconforto e de mal-estar. Para obviar a esta situação, essas pessoas tentarão sempre evitar situações ou fontes de informação que dêem azo a sentimentos de desconforto e, por isso, de dissonância cognitiva.



Nietzsche aprofunda o tema com a transvaloração: entende o processo pelo qual a dissonância cognitiva passa para a história, o modo pelo qual os valores vão mudando ao longo do tempo. Nos primeiros choques, a consciência rejeitaria as contradições de seus "princípios" assentados em convicções. Depois, o indivíduo começa a envergonhar-se de suas evidências, e por fim a admitir o que antes seria impossível.

Wtf? Lendo  "Decifrar Pessoas" de Jo-Ellan

Bibliografia:

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Histrionic Personality Disorder


É um tipo de transtorno de personalidade que afeta cerca de 1% da população. É caraterizado por um comportamento onde o individuo busca ser o centro das atenções e é extremamente emocional. Podem aparentar serem superficiais e extremamente provocativos e sensuais - já que acreditam serem o centro das atenções - e por essa razão, usualmente tem  mais amigos do sexo oposto. Tem dificuldade em atingir intimidade em relacionamentos e tendem a manipular seu parceiro e amigos. É comum por parte desses terceiros um abandono temporário buscando que tal indivíduo note o que faz, mas a reação desse comumente é acreditar que não o amam e buscar mais ateção ainda. Tendem a se entediar facilmente com a rotina, já que precisam do estimulo de serem apreciados, e são intolerantes com aquilo que envolve gratificações tardias, já que as desejam - o  mais rápido possível - logo, relacionamentos sérios são negligenciados em prol dos novos. Para ter esse diagnóstico são necessários ao menos 5 dos seguintes sintomas:
- ficar desconfortável em situações onde ele/a não é o centro das atenções;
- interações sociais são freqüentemente caraterizadas por comportamentos sexuais inapropriados;
- mudança de humor rápida e superficial;
- constantemente utiliza da aparência física para atrair atenção a si;
- fala de forma muito impressionista e sem detalhes;
- é muito dramático e teatral, exagerando emoções;
- é muito sugestível, influenciável;
- considera que suas relações são mais íntimas do que elas são de fato.

A diferença do HPD* para o transtorno de personalidade narcisista (NPD*) é que, apesar de em ambos a busca ser por atenção, aqueles com a última especificamente querem adulação, e são mais frios e impessoais;  já os primeiros são mais emocionais e necessitam de atenção frequente.
A causa do transtorno não é conhecida, mas é comumente passada por gerações e usualmente ocorre em mulheres. Atrair a a atenção é um instinto de sobrevivência e é útil na infância e na busca por um parceiro, mas a maioria dos indíviduos equilibra esse desejo buscando um equilíbrio desses com seus interesses a longo prazo.
*Siglas em inglês




Wtf? Minha tentativa de achar "o que esta errado comigo" o que me levou a ler e me auto diagnosticar com uns 5 tipos de transtornos, esse foi o mais legal.

Bibliografia

terça-feira, 17 de junho de 2014

Karen Horney


Conhecida por ser especialista em neuroses, as definia como o resultado primário de relações humanas deturbadas. Teoriza que as estratégias utilizadas para lidar com a ansiedade podem ser usadas em demasia, levando-os a assumir a aparência de necessidade, de neurose. Cada cultura geraria um tipo de medo aos indivíduos, mais facilmente.Se é super competitiva, por exemplo, pode levar a necessidade indiscriminada de ganhar e evitar a perda o que é comum na América, tal dificulta a auto estima e os demais são vistos como manipuláveis. Descreve 10 tipos de necessidades neuróticas que podem se dividir em 3 tipos básicos:

1) Tipo Complacente: procura gratificação movendo-se em direção a outros, sacrificam para serem aceitos pelo grupo, serem importantes e receberem atenção. Podem até sacrificar auto estima ou suas metas em prol desses.
2) Tipo Agressivo: procuram gratificação através de poder e controle quanto aos outros. Tendem a ter valores cognitivos e não investem muito em emoções, são frios e falham em relações amorosas/sociais. vêm maior valor em serem fortes do que em serem carinhosos. 
3) Tipo Desapegado: se protegem da dor por se engajar em atividades solitárias.

Nota-se que ninguém possui apenas um tipo básico dessas ansiedades, mas evolui e varia entre elas podendo, por exemplo, ser um e como proteção utilizar-se e agir conforme outro, mas de fato querer ser o terceiro.

Biografia:
Karen Horney é uma psicanalista alemã, nascida em 16 Setembro de 1885. Questionadora de Freud, mostrava-se contra, principalmente, o grande papel da sexualidade. É creditada como fundadora da psicanalisnálise feminista, acreditando que as diferenças inerentes apontadas por Freud entre os sexos não seria uma questão psicológica, mas das diferentes formas culturais e sociais. Estudou medicina e passou a se interessar pela psicologia após problemas pessoas enfrentados logo que sua primeira filha nasceu.